Biografia Zé Bonitinho
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Biografia

Onde tudo começou


Jorge Loredo, mais conhecido como Zé Bonitinho, nasceu em 7 de maio de 1925. Adolescente, não sabia que profissão iria seguir. Sabia que gostava de teatro. Trabalhando num banco e estudando na Faculdade de Direito, viu um anúncio em um jornal sobre a seleção de candidatos ao Teatro do Estudante de Paschoal Carlos Magno. Inscreveu-se no teste para comédia. Foi o único a fazer um monólogo de comédia. Gostaram de sua apresentação e foi selecionado.
Temendo o desemprego como artista, continuou os estudos e formou-se em direito em 1957, trabalhando como advogado especializado em previdência social e direito do trabalho durante todo o tempo de carreira.


Primeiros trabalhos em cinema


Fez alguns filmes. O primeiro filme foi "Um caso de Polícia" (1959). Em 1960, contracenou com Ankito em “Sai Dessa Recruta”, onde fazia um recruta doido, que ficava preso e tinha delírios dentro da prisão. Fez a seguir “Testemunhas Não Condenam” (1962), de Zélia Costa, e “A Espiã que Entrou Numa Fria!” (1967), com Agildo Ribeiro, e direção de Sanin Cherques. Seguiram-se “Sem essa, Aranha” (1970), “O Abismo” (1977), ambos de Rogério Sganzerla, e “Tudo Bem” (1978), de Arnaldo Jabor.


Personagens famosos


Dentre os personagens famosos, está o mendigo aristocrata e filósofo que surgiu no fim dos anos 50. Na TV Rio tinha o programa ‘Rio Cinco Para as Cinco’, durante a tarde. A mãe de Jorge Loredo quem o aconselhou a imitar um mendigo elegante que, na sua infância, ia a sua casa. Ele exigia mesa montada na garagem e toalha de renda. O personagem foi um sucesso tremendo, tanto que o ex-presidente Juscelino Kubistcheck foi o padrinho de casamento de Jorge Loredo por isso. Na época, Jorge terminava o quadro do mendigo dizendo: ‘agora vou encontrar com aquele menino, o Juscelino...’.


Na televisão, o personagem era exibido no programa “Praça da Alegria”, de Manoel da Nóbrega, a quem se dirigia com “como vai, meu nobre colega?”. Era um mendigo que se vestia como um inglês, todo rasgado, mas usava monóculo e luvas. O figurino foi tirado de um filme de Charles Laugthon que fazia o papel de um mendigo aristocrata.


Criou outros tipos: um italiano que não podia ver televisão porque queria quebrá-la, o profeta Saravabatana que andava com uma cobra que dava consultas a mulheres, e o professor de português que tinha a voz do Ary Barroso.


O irresistível Zé Bonitinho


No entanto, nenhum desses personagens ficou mais conhecido que o Zé Bonitinho.
O personagem surgiu de uma imitação que Jorge Loredo fazia de um colega de adolescência, o Jarbas, conhecido como ‘o perigote das mulheres’. Ficava se olhando nos espelhos dos bares, dizendo “Alô, Garota” e cantando ‘Strangers in the Night’. Ele se gabava de conquistar todas as mulheres.


O irresistível Zé Bonitinho é dono de bordões inesquecíveis, ditos com a voz grave dos conquistadores: "Câmera, close; microfone, please", ou "Garotas do meu Brasil varonil: vou dar a vocês um tostão da minha voz!".
Ostentando um enorme topete, imensos óculos escuros e um bigodinho finíssimo, Zé Bonitinho caminha com requebros e trejeitos de galã hollywoodiano. Inclusive o personagem foi utilizado no cinema por Rogério Sganzerla em "Sem Essa, Aranha" e "O Abismo”.


Novos desafios


Em 2003, Jorge Loredo foi convidado pela atriz Andréa Beltrão para atuar na peça infantil “Eu e Meu Guarda-Chuva”, e foi ovacionado pelas crianças da platéia.
Em 2005 ganhou o documentário “Câmera, Close!” do produtor musical Tito Lopes, e da jornalista Susanna Lira. O documentário envolveu um livro, um especial para TV e um curta-metragem. Imagens de arquivo de cinema e TV e recursos de computação gráfica também fizeram parte do documentário.

Em 2006, o ator voltou ao cinema em um curta-metragem dirigido por Selton Mello, "Quando o Tempo Cair". Por esse trabalho, Jorge Loredo foi premiado com o troféu Marlin Azul, por sua volta ao cinema após 28 anos, no 13º Vitória Cine Vídeo. Em 2008, atuou ainda em “Chega de Saudade”, de Laís Bodanzky, e da série de TV “Alice”.

Atualmente, integra o elenco do programa "A Praça é Nossa", no SBT, fazendo ainda o carismático Zé Bonitinho.

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